Engenharia de Observabilidade: Porque Nem Todo Mundo Tem a Sorte de Ser Invisível

Engenharia de Observabilidade: Porque Nem Todo Mundo Tem a Sorte de Ser Invisível

Posted by Marcos Magalhães on Monday, January 1, 0001

Engenharia de Observabilidade: Porque Nem Todo Mundo Tem a Sorte de Ser Invisível

Imagine que você é um super-herói cuja única habilidade é se tornar invisível. Você decide usar seus poderes para combater o crime, mas tem um problema: não consegue ver a si mesmo! Agora, imagine que seu sistema de TI também possui essa capacidade incrível de “invisibilidade” quando falhas acontecem. É aí que entra a observabilidade, nossa heroína sem capa, mas com muitas métricas!

O que é Observabilidade?

Antes de tudo, vamos esclarecer o que é essa tal de observabilidade. Não, não é um concurso para ver quem consegue observar mais formigas cruzando a calçada. Observabilidade é a capacidade de entender o que está acontecendo dentro de um sistema apenas olhando suas saídas. Pense nisso como tentar entender a mente de um gato olhando apenas para as travessuras que ele faz ao derrubar coisas da mesa.

Os Três Mosqueteiros da Observabilidade

Na observabilidade, temos três pilares essenciais que atuam como os três mosqueteiros do mundo digital. São eles: logs, métricas e traces.

Logs: O Diário Secreto do Sistema

Os logs são como aqueles diários que você escrevia na adolescência. Eles registram tudo o que acontece no sistema, desde o pequeno erro que ninguém percebe até a falha catastrófica que faz todo mundo entrar em pânico.

Imagine que você é um chef tentando descobrir por que seu bolo não cresceu. Os logs seriam como as notas que você fez durante o processo: “Coloquei 2 ovos… ou eram 3? Misturei tudo na batedeira… ou será que foi no liquidificador?” Eles te ajudam a entender onde as coisas deram errado, ou pelo menos a rir dos seus próprios erros.

Métricas: O Relógio do Sistema

As métricas são como o relógio de pulso do sistema. Elas te dizem quantas calorias o sistema está queimando, quanto de café ele já tomou e se ele está prestes a ter um colapso nervoso. Brincadeiras à parte, métricas são dados numéricos coletados ao longo do tempo que ajudam a monitorar a saúde e o desempenho do sistema.

Se o seu servidor fosse um corredor de maratona, as métricas seriam o monitor cardíaco que avisa se ele está prestes a desmaiar antes de cruzar a linha de chegada. Elas te mostram se o sistema está funcionando como deveria ou se está prestes a jogar a toalha.

Traces: O GPS do Sistema

Por último, mas não menos importante, temos os traces. Se os logs são o diário e as métricas o relógio, os traces são como um GPS superdetalhado que te mostra cada passo que o sistema deu. Eles seguem o caminho completo de uma solicitação do início ao fim, como um detetive particular seguindo pistas de um mistério complexo.

Imagine que seu sistema é um turista perdido em uma cidade estrangeira. Os traces são o mapa que mostra onde ele se perdeu, onde ele parou para comer um sorvete e onde ele perguntou pela quarta vez onde fica o banheiro. Com os traces, você pode identificar onde o sistema está perdendo tempo ou se metendo em encrenca.

Por Que Precisamos de Observabilidade?

Agora que já conhecemos os três mosqueteiros, você deve estar se perguntando: “Mas por que eu preciso disso tudo?” Bom, a resposta é simples. Em um mundo onde a TI é a espinha dorsal de quase tudo (inclusive daquele app que você usa para lembrar de beber água), não podemos deixar que nossos sistemas sejam como adolescentes rebeldes que fazem o que querem sem dar satisfação a ninguém.

A observabilidade nos ajuda a:

  • Detectar Problemas Rapidamente: Como um super-herói que ouve o chamado de socorro de longe, você pode detectar problemas antes que eles virem crises.

  • Diagnosticar a Causa Raiz: Com logs, métricas e traces, é possível encontrar a verdadeira causa de um problema, assim como um detetive encontra o vilão em um filme de suspense.

  • Melhorar o Desempenho: Ao monitorar o comportamento do sistema, podemos identificar gargalos e fazer ajustes antes que o sistema comece a gritar por socorro.

Como Implementar a Observabilidade?

Implementar observabilidade não é como plantar uma árvore mágica que cresce sozinha. Exige ferramentas adequadas, processos bem definidos e, claro, uma boa dose de paciência.

  1. Escolha as Ferramentas Certas: Existem várias ferramentas de observabilidade por aí, de super-heróis como Prometheus e Grafana a vilões disfarçados de software gratuito. Escolha as que se adequam ao seu ambiente e orçamento.

  2. Colete Dados de Qualidade: Não adianta ter um mar de dados se você não consegue nadar nele. Certifique-se de que está coletando dados relevantes e precisos.

  3. Analise e Aja: De nada adianta coletar dados se você não vai usá-los para melhorar o sistema. Analise as informações e tome medidas proativas.

  4. Automatize Quando Possível: A automação é o seu melhor amigo quando se trata de observabilidade. Configure alertas que possam te acordar antes que o sistema comece a gritar de verdade.

Conclusão

A observabilidade pode não ser a super-heroína que você queria, mas com certeza é a que você precisa. Com logs, métricas e traces trabalhando em harmonia, você estará sempre um passo à frente, pronto para salvar o dia (ou pelo menos o sistema) de qualquer desastre iminente.

Lembre-se: na TI, assim como na vida, é sempre melhor prevenir do que remediar. E com observabilidade, você pode ser aquele super-herói que não precisa de uma capa… ou de uma desculpa.

Agora, vá em frente e observe seu sistema como nunca antes. Quem sabe, você não descobre que ele também tem algumas histórias engraçadas para contar?


Espero que tenha gostado do artigo! Se precisar de mais alguma coisa ou tiver alguma sugestão, é só avisar.